Holidays. Bah!
Aproveitei as festas e fui ver muitos filmes. Finalmente alguns filmes bons. The Wrestler é muito bom. Mickey Rourke esta excelente, mas é triste. Eu gostei o final, se fosse diferente do que foi eu teria ficado pê da vida. Vale a pena com certeza.
Doubt, baseado numa peça do mesmo nome tem a excelente Meryl Streep e o enojante Philip Seymour Hoffman nos papéis principais e apesar de ambos estarem ótimos em seus papéis, é um filme que eu não consigo give a damn. O tópico é sério, mas é ficção, logo da vontade de dizer “e daí?”. Não curti.
The Curious Case of Benjamin Button é aquele filme de natal que o povo espera ver. Loooooooooongo (me deu uma dor nas costas danada) mas devo dizer que valeu a pena. É bonito e bem composto sem ser exageradamente melodramático (thank god!).
E finalmente Milk, com o excelente, extraordinário Sean Penn no papel principal, Harvey Milk. Eu adorei esse filme e como era de se esperar, me deu mais material que estou usando na minha “revolta contra a américa” (do norte, claro). Foi bom ver Gus Van Sant executando este filme, porque depois de Paranoid Park ele estava me colocando prá dormir.
Fomos ver The Day the Earth Stood Still (não merece link), com o boneco de papelão de Keanu Reeves, ele estava ocupado demais para fazer o papel do alienígena e mandou um daqueles bonecos de papel para fazer sua parte, mas não se preocupe, você não vai notar diferença nenhuma. Preciso dizer algo mais?
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Que mais? Nada.
Política
Durante toda minha vida eu me mantive o mais distante possível de todo e qualquer tópico que envolvesse política. Mas recentemente, com o estado das coisas neste país, as eleições e o tempo que tenho passado presa no trânsito -o que me levou a ouvir o rádio com notícia 24 horas por dia- tenho me informado sobre o que esta se passando… e quase desejando que eu tivesse deixado a política de lado.
Porque, veja bem, depois que você começa se informar sobre o que esta acontecendo ao seu redor, você é fisgado. Política é como um acidente de trem: você saber que algo horrível vai acontecer mas mesmo assim não consegue desviar os olhos.
Durante muito tempo eu achei que nos USA também houvesse corrupção, mas claro, nada como no Brasil ou em outros países do mundo. Corrupção e política caminham lado a lado, não tem como separar, mas se é mesmo um mal impossível de erradicar, então quanto menos, melhor. Mas depois de ler e investigar o estado das coisas, minha opinião esta mudando radicalmente. USA é, possivelmente, o país mais corrupto do mundo. Os políticos são sujos de cima a baixo, e mesmo que um pequeno grupo se salva, estão contaminados por aproximação.
Um tópico que tem gerado inúmeros debates entre eu e meu namorido (sim, eu falei que estou envolvida demais nisso) é esse 700 bilhões de bailout. Naomi Klein escreveu um excelente artigo para a Rolling Stone (leia o artigo aqui) onde ela apresenta alguns dos erros que me vem me tirando o sono. A 1ª parcela da grana esta sendo dividida entre bancos que não estão necessariamente usando o dinheiro para ajudar a economia, e sim para ajudar a si mesmos. Empréstimos não estão sendo feitos as pessoas que precisam porque a crise gerou muitas “oportunidades” para quem tem grana na mão. O “poderoso chefão” que esta ajudando a distribuir essa grana é ninguém menos do que Reuben Jeffery III, um cara que estava no comité no Iraque responsável por aprovar contratos para a “reconstrução” do país, mas que virou um free-for-all, com grana indo parar nos bolsos amigos e nada sendo refeito em direção a reconstrução e ajuda ao povo iraquiano.
Outra coisa: a grana que já foi dada a este grupo de bancos não foi em troca de um contrato com promessas de como, onde e quando a grana seria empregada e devolvida. Como é possível um governo extender ajuda a organizações em crise e não ter um contrato com um mínimo de obrigações? Será que foi tudo feito usando um fio da barba dos envolvidos? O contraste é gritante quando tal “acordo” é comparado ao bailout que aconteceu no Inglaterra, onde obrigações foram claramente estipuladas nos contratos. Como explicar o USA não fazendo o mesmo?
Se você sabe inglês eu recomendo a leitura do artigo. É interessante ver como os americanos estão deixando essas pisadas no tomate passar sem fazer um piu?… Hm… Vai ver que é porque esta na hora de assistir American Idol. Ou ver a Britney fazer a última besteira do ano… ![]()
Hollywood Sucks!!
Faz muuuuiiiiiito tempo que eu não assisto um filme “made in Hollywood” que eu ache interessante. O estado do cinema comercial chegou a tal ponto que se você pensa um pouquinho, vê como tudo segue a mesma “linha”. Entre os atores de milhões de dólares que eu não aguento mais ver nas capas das revistas enquanto espero minha vez na caixa do supermercado e que não me convencem em seus papéis nos filmes que atuam, estórias babacas que não merecem ser contadas -não importa o quanto de special effects você coloque num filme, isso não vai melhorar a qualidade da estória, só vai distrair o espectador- e a necessidade persistente de explicar TUDO num filme como se nós fossemos um bando de panacas: é como se o studio mastigasse o filme até tirar o último gostinho e depois manda a papinha para o público, e como era de se esperar, chega totalmente sem gosto.
Não é preciso viajar no tempo: se você rever alguns filmes de 5/10 anos atrás vai perceber a diferença. A qualidade dos scripts, a qualidade dos atores e até a visão do diretor.
Outro dia fui ver Changeling, dirigido por Clint e com Angelina no papel principal. Ok, Clint nunca desaponta e eu achei que seria um filme bom. Caracoles. Que decepção! Depois de passar 2 horas ouvindo Angelina gritando “I WANT MY SON!” eu estava com vontade de fugir. Socorrooooooo! O que é isso? Uma estória até que interessante, mas as escolhas, por que, meu deus, por que um bando de gente entre diretor, editor e produtor fazem escolhas tão, tão… ruins? Arrrrgh!
Um filme que eu assisti e gostei bastante foi SlumDog Millionaire. É refrescante ver rostos diferentes e um certo número de riscos. Não é a toa que todo mundo esta falando deste filme aqui, sucesso total de público.
Outro filme que eu recentemente e que eu gostei foi o novo de Spike Lee: Miracle at St. Anna. Mais uma vez, uma estória boa, com excelentes atores que não tem aquele sabor de corredor de supermercado.
Enfim, o que esta acontecendo com o cinema americano é o mesmo que acontece com pop music: existe uma fórmula e se a fórmula funciona, não existe motivo para mudar. Irreverência? Inovação? Só nos independentes…
American Nightmare
Faz mais de 4 anos que não vou ao Brasil. 4 anos. E alguns meses. Nunca fiquei tanto tempo sem visitar meu país. Sinto tanta saudade que chega a doer. Tem dias que fico deprê, choro, tenho vontade de entrar num avião e pronto. Mas dia seguinte me recupero e me consolo dizendo que a pior parte já passou, agora é só esperar a papelada e poder viajar sem medo das consequências… mas como esta demorando.
Este ano que passou foi muito díficil. A mudança de NYC para LA foi ótima e eu não me arrependo, mas a adaptação não foi tão suave. Passei, e ainda estou passando, por dificuldades financeiras, mas tento não pensar nisso e lembrar que as coisas vão melhorar. Meu trabalho freelance não é seguro, mas arrumei um part-time excelente: estou cuidando de um garoto de 9 anos. Ele é educado, inteligente e peculiar e as poucas horas que passo com ele por dia são valiosas. Relembrar como o mundo é visto por uma criança é refrescante e inspirador: quando eu menos espero ele vem um observações e comentários que me deixam desnorteada. Agora eu entendo um dos motivos porque as pessoas querem ter filhos. Eu me considero sortuda, pois tenho esse input diário de energia e não tenho que pagar as despesas que uma criança traz. Hahahahaha.
Meu relacionamento com J. também vai bem. Ele esta me ajudando muito neste momento complicado e por isso eu sou muito grata. Nós nos damos bem, nos entendemos e nos damos espaço, o que é essencial, pois nenhum de nós gosta de se sentir preso. Quando o lado “emocional” da nossa vida esta bem resolvido, as outras coisas se equilibram.
Quanto aos meus projetos pessoais, confesso que não tenho feito tanto quanto eu gostaria. Falta de disciplina + falta de concentração = nada é feito.
Mas em pequenos passo eu chego lá.
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Esta uma chuva danada em LA. desde ontem. Eu estou adorando, pois chove tão pouco aqui que quando algo assim acontece (chuva ou tempo nublado) eu sinto vontade de comemorar. Na boa, eu nunca achei que ia reclamar de 350 dias de sol no ano, mas acredite-me, tanto sol e céu azul pode se tornar monótono.
Tanto tempo…
Uau. Faz mais de 1 ano que eu não escrevo neste blog. Este final de semana eu comecei a dar uma lida nos meus arquivos e entre risadas e boas lembranças, me bateu uma grande vontade de voltar a escrever aqui.
O primeiro motivo que me levou a parar de escrever foi o sentimento de que eu já tinha escrito tudo que possa ser escrito. Afinal, 9 anos de confissões podem fazer isso com a gente. Senti que não queria começar a re-escrever coisas, apenas com uma “cobertura” diferente. O segundo foi minha mudança para LA. Decidi parar de dividir meus pensamentos e sentimentos e começar uma vida nova. E em terceiro a falta de tempo: entre a adaptação a minha nova vida, o outro blog sobre o Second Life, as coisas que eu estava estudando, Siana Press e One a Day in LA, este blog ficou em último lugar.
Mas ultimamente começou a bater uma saudade, uma voltade imensa de escrever sobre as pequenas coisas que vejo e sinto. Então estou de volta. ![]()
Santa Bárbara - Verão 2008








Este verão fizemos uma pequena viagem a Santa Bárbara. Foi muito legal poder sair de LA alguns dias e visitar um local diferente. Ah, como eu sinto saudades de viajar…













